
Existem determinadas coisas que me criam alguma confusão na moleirinha.
Andamos, cá em casa, feitos mouros a tentar equilibrar as nossas contas de forma a garantir que a família continue a poder usufruir do mesmo bem-estar com que temos vivido até à data.
Olho à minha volta e vejo pessoas que ganham menos que eu, que parecem ter mais dificuldades que eu, que sei que vão às compras e não trazem os carrinhos cheios de comida… Olho à minha volta e vejo-os com grandes carros, imensos luxos informáticos e tecnológicos, tudo do bom e do melhor…
Não compreendo o que é que eu faço de diferente… não compreendo…
As pessoas hoje em dia endividam-se em nome das aparências… tentam ostentar riqueza na esperança de obterem estatutos sociais… não sei que ganham com isso… transcende-me!
Mete medo cada vez que ouço nas notícias que “a burra da Euribor” continua a subir…
Mete medo pensar que o pagar ou não o empréstimo que contraímos da casa depende de termos ou não emprego… Mas mete-me mais medo constatar que pareço ser a única a pensar assim.
As pessoas vivem vidas impossíveis e irreais. As pessoas teimam em querer dar passos maiores que as pernas. As pessoas parecem viver anestesiadas pela sombra dos empréstimos como se dever dinheiro fosse tão natural quanto o acto de respirar.
Analiso… e só penso como é possível que mesmo assim todos parecem viver bem e sem preocupações…